A arte de Lisboa, cidade aberta
Há qualquer coisa de comum entre Lisboa e estas Jornadas Mundiais da Juventude. Entre uma cidade que cresceu virada para o mar, que caiu e se reinventou, que foi e é ponto de partida e tantas vezes de chegada, onde a fé foi moldando os caminhos tantas vezes difíceis mas sem nunca se perder e este grande encontro de gente, vindos do oriente ao ocidente, da Ásia e das Américas num percurso também ele cheio de descobertas, de multiculturalidade e de procura de autenticidade.
Daqui a um mês, mais coisa menos coisa, teremos cá em casa dois ou três jovens que não sei quem são. Mas sei que vêm ao encontro. E isso basta. De si próprios, de um Homem que chama todos, de um momento único de união numa cidade que sempre soube acolher quem vem. Com eles, o não conformismo e a procura quem sabe herdados de alguém que há muito muito tempo daqui partiu.Quis João Paulo II que as criou, depois Bento XVI e evidentemente agora Francisco que elas fossem para todos: para os católicos mas também para os de outras fés como forma de aprofundamento e vivência plena daquilo em que acreditam e para que, conhecendo, seja possível criar laços que mudam vidas e sociedades. Em alegria e independentemente das suas opções ou origens étnicas ou sociais.
Como tão bem afirmou Carlos Moedas, Lisboa é a cidade aberta. Ao outro, à diversidade, ao futuro, ao incrível mundo que ai vem. Foi sempre assim, é essa a marca única desta cidade. Um dos grandes desafios, o de tornar estas jornadas portuguesas as mais universais de todas. Há muitos séculos que fazemos isso, o nosso saber fazer. A plataforma de ligação entre continentes e culturas. De Lisboa para o Mundo, juventude, transformação, esperança, causas, algumas bem terrenas, sonhos e convicções. É esta a arte desta cidade.
E como disse o Papa Francisco "trabalhar juntos, criar o futuro que desejamos: um mundo mais inclusivo, fraterno, pacífico e sustentável”.
Vamos a isto.

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